quarta-feira, 16 de março de 2016

TRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO: Os arautos da seca

Já escrevi 71 postagens tratando da transposição das águas do rio São Francisco. A primeira vez que fiz referência ao grandioso projeto foi em setembro de 2011.

Na primeira postagem a obra era orçada em R$ 4,8 bilhões, mas, em abril de 2012, o orçamento já tinha saltado para R$ 8,2 bilhões.

Em novembro de 2012 relatei a paralisação de trechos da obra, o descumprimento do prazo de conclusão (fim do ano de 2012), a informação que 43% das obras tinham sido executadas e que o novo prazo de conclusão seria, conforme previsão do Ministério da Integração Nacional (MIN), o ano de 2015.

Em 2013 a obra continuou ‘patinando’, mas em março de 2014 um funcionário do alto escalão do MIN informou que as obras seriam aceleradas e que, ao fim do ano, 75% da obra estaria executada, além de entregarem 100kms de cada canal.

No mês de abril de 2015 o ministro Occhi anunciou que as obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco tinham alcançado o índice de 74,5% de execução.

Em maio de 2015 foi anunciado que o ramal do rio Apodi não tinha nem projeto, mas segundo uns falastrões que participaram de um evento em Mossoró, o trecho seria incluído no PAC 3, com licitação prevista para 2016 e conclusão em 2019. Brincadeira? Antes fosse. Estamos em 2016 e não existe nada de concreto.

Em julho de 2015 postei informações retiradas da página do MIN sobre o cronograma de execução, com previsão de término em 2016 (sem contar o ramal do Apodi, pois tal projeto nem existe).

Hoje (16-03-2016), novamente, um funcionário do MIN comunicou ao senador Garibaldi Alves o seguinte: a) o trecho leste da transposição está com 82% executado; b) o norte com 84%; c) a água chegará ao RN em dezembro de 2016 (ramal do rio Piranhas). Garibaldi acreditou e anunciou a boa nova ao povo potiguar.


Em tempo: autoridades do MIN já tinham anunciado o mês de março de 2017 como data provável para a operação que trará água para o RN.

Os arautos continuam trombeteando aos quatro ventos a conclusão da obra, mas quase sempre é a repetição enfadonha da mesmíssima cantilena.

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