Allyson Bezerra lidera a disputa pelo governo, enquanto Cadu de Lula e Álvaro Dias disputam de perto a vaga em um eventual segundo turno.
Para o Senado, Styvenson Valentim e Zenaide Maia
ocupam as duas primeiras posições do agregado calculado abaixo.
Na disputa presidencial, Lula lidera entre os
entrevistados no Rio Grande do Norte (esse dado não é uma projeção do resultado
nacional).
A varredura nas pesquisas considera levantamentos
estaduais com coleta iniciada em setembro de 2026 e resultados localizados até
29 de setembro. Calculei uma média própria, ponderando cada rodada pelo número
de entrevistados. Assim, institutos que fizeram várias rodadas entram várias
vezes: os números descrevem o conjunto de pesquisas encontrado, não
constituem uma pesquisa única nem têm margem de erro única.
Governo do estado
Foram localizados resultados comparáveis de 18
rodadas, com 26.476 entrevistas somadas:
|
Candidato |
Agregado
próprio, intenção estimulada |
|
Allyson
Bezerra (União Brasil) |
38,3% |
|
Álvaro
Dias (PL) |
21,9% |
|
Cadu de
Lula (PT) |
21,8% |
São percentuais sobre todos os entrevistados,
incluindo quem declarou voto branco ou nulo e quem não respondeu; não são votos
válidos.
Entraram rodadas de Seta, DataVero, Real Time Big
Data, Exatus, Metadata, Perfil, Media, Quaest, ITEM, IP Sensus, DataCapital e
Qualittá.
A proximidade de 0,1 ponto entre Álvaro e
Cadu no agregado não permite apontar com segurança qual deles chegará em
segundo.
As pesquisas individuais também divergem: a ITEM de
19 a 22 de setembro deu 26% a Álvaro e 23,4% a Cadu, enquanto a Qualittá de 20
a 25 deu 20,8% a Cadu e 16,9% a Álvaro.
Projeção para o segundo turno: Allyson é o nome mais provável
de avançar; a outra vaga permanece aberta entre Cadu e Álvaro. Nas quatro
rodadas localizadas que testaram os mesmos confrontos, a média ponderada das
respostas foi:
|
Confronto
hipotético |
Primeiro
candidato |
Segundo
candidato |
|
Allyson
× Álvaro |
43,1% |
26,5% |
|
Allyson
× Cadu |
46,3% |
26,1% |
|
Cadu ×
Álvaro |
33,1% |
32,7% |
Minha projeção, caso haja segundo turno, é
de favoritismo de Allyson contra qualquer um dos dois, com adversário ainda
indefinido. Esses percentuais preservam brancos, nulos e indecisos de cada
simulação; a diferença apertada entre Cadu e Álvaro no confronto direto não
indica vantagem confiável.
A projeção é condicional: não elimina a
possibilidade de vitória no primeiro turno se a distribuição dos votos válidos
mudar até a eleição.
Senado federal: duas vagas
Em 13 rodadas localizadas, com 20.076
entrevistas somadas, obtive:
|
Candidato |
Agregado
próprio, participação nas duas escolhas possíveis |
|
Styvenson
Valentim |
20,6% |
|
Zenaide
Maia |
15,0% |
|
Samanda
de Lula |
9,3% |
|
Rafael
Motta |
7,0% |
|
Coronel
Hélio |
6,9% |
Projeção das duas vagas: Styvenson e Zenaide, com Samanda
como principal concorrente para alterar esse quadro.
Para comparar pesquisas que publicaram o resultado
por entrevistado com outras que o publicaram por duas opções de voto, foram normalizadas
todas para a base de duas escolhas possíveis por eleitor.
Por isso, 20,6% nesta tabela não equivale a dizer
que somente 20,6% dos entrevistados citaram Styvenson: na convenção de
percentual por entrevistado, o valor correspondente seria aproximadamente
41,3%. A regra de normalização e as diferenças entre rodadas tornam inadequado
tratar a distância entre candidatos como uma margem de erro calculada para o
agregado.
Presidência: somente eleitores do
RN
Nas oito rodadas com coleta iniciada em setembro
para as quais localizei números comparáveis dos dois líderes, somando 12.272
entrevistas, a média ponderada estadual é:
|
Candidato |
Agregado
no RN, intenção estimulada |
|
Lula
(PT) |
54,1% |
|
Flávio
Bolsonaro (PL) |
27,0% |
Augusto Cury aparece com cerca de 5% a 6% nas
rodadas em que seu percentual foi publicado, mas não lhe atribuo um número no
mesmo agregado de oito rodadas porque faltam valores comparáveis em parte
delas.
O quadro indica uma vantagem ampla de Lula dentro
do RN. Como todos sabem, mas nunca é demais ressaltar: a eleição presidencial é
decidida pela votação no país inteiro; portanto, essa vantagem estadual não
determina se haverá segundo turno nacional.
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