O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), pretende concluir as discussões e votar o projeto que altera o cálculo para as aposentadorias da Previdência Social, o chamado fator previdenciário, no segundo semestre do Legislativo.
Nós vamos tratar do tema do fator previdenciário, em uma regra de transição que seja mais adequada. A simples continuidade do fator previdenciário não agrada à ninguém. Nem ao governo nem aos trabalhadores', disse Maia.
Criado em 1999 pelo governo Fernando Henrique Cardoso, o fator previdenciário funciona como um redutor na hora de calcular o valor da aposentadoria. O objetivo do instrumento é incentivar a maior permanência do brasileiro no mercado de trabalho e assim reduzir as pressões sobre o déficit da Previdência Social.
A fórmula de cálculo do fator diminui o valor dos benefícios porque considera a expectativa de vida do trabalhador - que aumenta a cada ano. Por isso, mesmo tendo contribuindo por 35 anos (homem) ou 30 anos (mulher) para a Previdência, o trabalhador precisa ficar um pouco mais no mercado para impedir descontos no valor do benefício.
Justamente por reduzir benefício para desestimular as aposentadorias precoces que o fator previdenciário sempre é alvo de críticas. Para os representantes de sindicatos dos aposentados, o redutor pune as pessoas que começaram a trabalhar muito jovens.
Fonte: O Estadão
Comentário:
O famigerado fator previdenciário criado no governo FHC e prorrogado pelo governo Lula penaliza os trabalhadores que ao longo da vida contribuíram para o INSS.
E o INSS que deveria se ocupar em cobrar os bilhões de reais sonegados pelos grandes grupos econômicos e cuidar de tapar os ralos de corrupção que engolfam o dinheiro dos trabalhadores prefere promover verdadeiras gincanas jurídicas (conforme decisão do STF que obrigou o instituto a revisar os benefícios de 130 mil pensionistas e aposentados) e adiar ao máximo o pagamento dos direitos dos contribuintes.
E ainda vem o deputado do PT-RS, Marco Maia (Presidente da Câmara) dizer: “A simples continuidade do fator previdenciário não agrada à ninguém. Nem ao governo nem aos trabalhadores”.
Se não agrada ao governo, porque não acaba logo com o fator previdenciário? Aliás, proposta neste sentido já foi apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS).
Este é o país do engodo, da tapeação, do jeitinho. E os cordeirinhos (povo brasileiro) pastoreados pela corriola (políticos em geral) se declaram ‘como os mais felizes do mundo’.
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