PROMOÇÕES DE POLICIAIS IMPLICAM EM AUMENTO DE DESPESA, CERTO? Ou: em 72 horas a CGE encontrou "alternativas legais" para justificar aumento das despesas com pessoal?

Recentemente, a assessoria de Comunicação do governo do RN emitiu Nota sobre a greve na UERN e informou que o governador tinha 'vontade' de conceder o realinhamento salarial pactuado com os servidores da Instituição, mas não poderia fazê-lo por causa da LRF.
A Nota reproduziu posicionamento da CGE que NÃO deixaria margem ao governador. Segundo foi informado QUALQUER aumento de despesa com a Folha de Pessoal resultaria, inequivocamente, em responsabilização do governador.
O governador seria, segundo a CGE, condenado por improbidade administrativa. A declaração foi atribuída a órgão técnico do governo e distribuída para a imprensa e publicada na página oficial do governo. 
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Agora leiam o seguinte:
"O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (3) a promoção de 111 oficiais militares estaduais da Polícia Militar do Rio Grande do Norte e Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte.
A medida, segundo a secretária de segurança, Kalina Leite, foi embasada em fundamentos jurídicos feitos pela Consultoria Geral do Estado e buscou alternativas legais para regularizar os atos de promoções dos oficiais militares estaduais e tem efeito retroativo a 21 de abril de 2015.
O Diário Oficial traz a promoção de 110 militares estaduais da Polícia Militar, sendo cinco oficiais para o posto de 2º Tenente, 53 para 1º Tenente, oito para Major, 19 para Capitão, 20 Tenentes Coronéis e seis Coronéis, além de um militar do Corpo de Bombeiros que foi promovido a 1º tenente.
Para o governador Robinson Faria (PSD), a gestão mais uma vez cumpre com a palavra e demonstra compromisso e prioridade com os militares estaduais e com a segurança pública, respeitando os direitos inerentes à categoria." (blog do Carlos Santos)
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As promoções são justas. Não merecem quaisquer reparos, pois respeitam os direitos inerentes aos briosos policiais militares do RN.
Agora...
A CGE se posicionou de maneira enfática sobre a impossibilidade de atender as demandas dos servidores da UERN. 
Não deixou margem para dúvida: qualquer aumento de despesa com pessoal resultaria em afronta a Lei de Improbidade Administrativa.
É a improbidade seletiva? 
As "alternativas legais" encontradas pela CGE para atender aos oficiais da PM desautorizam o parecer da CGE emitido para a UERN?
Alguém aí entendeu a mágica?
Espero que a CGE "faça" também "fundamentos jurídicos" e busque "alternativas legais" para viabilizar o cumprimento do acordo com os servidores da UERN. 

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