segunda-feira, 13 de julho de 2015

a previdência e o futuro

Tem-se falado muito sobre previdência:

- deputados e senadores aprovaram Emenda que estende a regra de reajuste do salário mínimo para os aposentados que recebem acima do salário mínimo. Comenta-se que a presidente vetará a matéria;
- além do Fator Previdenciário, instituiu-se a fórmula progressiva 90/100 (somando-se o tempo de contribuição e idade para mulheres e homens conseguirem se aposentar. Começando pela fórmula 85/95 até alcançar 90/100);
- comenta-se que a Reforma da Previdência é indispensável, em virtude do crescente déficit e da mudança do perfil demográfico com cada vez mais inativos em relação aos ativos. As pessoas vivem cada vez mais e, consequentemente, os desembolsos com saúde e previdência devem crescer cada vez mais.

São muitos aspectos que merecem total atenção, afinal, referem-se ao futuro de milhões de pessoas. Não se pode brincar com isso.

Aqui no estado, desde dezembro do ano passado, tornou-se corriqueiro o uso dos recursos do Fundo Previdenciário para pagamento da folha. Conforme publicado o governador Robinson já teria se comprometido a devolver todos os recursos para o Fundo até o final de sua gestão. Isso é fundamental, mas não é suficiente. 

Digo isso por que não vi qual será o indexador que será utilizado para corrigir o "empréstimo", pois em caso de devolução apenas do principal, certamente, resultará em prejuízo ao Fundo.

Outra "bomba" que se encontra em fase avançada de preparação é a transferência do regime geral (INSS) para o regime próprio (RPPS) em diversos municípios. Faltam pessoal qualificado e fiscalização.

Do "federal" ao "municipal" impera a desídia com o futuro alheio.

Sinto-me pessoalmente insultado pelo tratamento dado aos aposentados de hoje e aos do futuro.

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