uern: docentes não concordaram com a exclusão dos aposentados - A ADUERN não capitulará.

Estavam presentes na reunião membros do SINTAUERN/ ADUERN, Tatiana Mendes Cunha e Secretário de Planejamento Gustavo Nogueira, que representavam o Governo, o Dep. George Soares, representantes da administração da universidade, Senadora Fátima Bezerra e o Dep. Fernando Mineiro.
A reunião foi uma continuação da audiência de conciliação da última semana, conforme o prazo que foi acordado entre as partes, e teve como principal objetivo discutir alternativas para o impasse criado entorno proposta do Governo. O sindicato começou a apresentar as propostas que já tinham sido apresentadas na audiência de conciliação. 
A primeira proposta apresentada pela Aduern visava garantir o realinhamento para as categorias em 2015, com  novos reajustes em agosto de 2016, maio de 2017 e maio de 2018 para implementação do Plano de Cargos e Salários das categorias. Dando dois quadrimestres para o Governo reorganizar suas contas. Essa proposta foi rechaçada pelo Governo, que afirmou não ter condição de garantir o reajuste em 2015 e  que dois quadrimestres são pouco tempo insuficiente para reorganização das contas.
A ADUERN/SINTAUERN apresentou uma segunda proposta, onde a categoria abriria mão do reajuste em 2015 e o acordo seria cumprido em agosto de 2016, maio de 2017 e maio de 2018, portanto em três parcelas. O Governo também rechaçou a proposta e insistiu no auxílio, que não contemplaria os aposentados. A resposta da ADUERN/SINTAUERN foi de mostrar que não seria aceito nenhum tipo de auxílio que quebrasse a isonomia da categoria.
Diante de nova negativa do Governo ADUERN/SINTAUERN apresentaram uma terceira proposta, que não é a melhor, porém é uma possibilidade. As categorias deixariam uma margem de ajuste financeiro para as contas do Estado em 2015, 2016 e o primeiro quadrimestre de 2017 e o realinhamento seria realizado em duas parcelas, em maio de 2017 e maio de 2018.
Esta última foi uma proposta que o próprio Secretário de Planejamento, Gustavo Nogueira, achou mais plausível, reconhecendo que os sindicatos estavam mais sensíveis e compreendiam a situação econômica do Estado. A própria Tatiana também achou a proposta plausível. A senadora Fátima foi enfática em todas as suas falas, defendendo a UERN e suas categorias, afirmando que a proposta apresentada pelo sindicato se flexibiliza para que o Governo ajuste suas contas.
ADUERN/SINTAUERN defenderam que a proposta era viável, pois recentemente o Governo aprovou na AL um pacote de ajustes fiscais que ampliaria a receita do Estado para 2016. O Secretário Gustavo Nogueira,  afirmou que não via problema em estudar a proposta e caberia à Chefia de Gabinete ver como esta poderia ser apresentada às categorias em greve. Ele ressaltou que não pode garantir que em 2017 o reajuste vai ser efetivado, mas que será buscando um termo que formalize o acordo  e as categorias se sintam seguras quanto ao seu cumprimento.
O que foi acordado é que o Governo deverá montar um documento, a ser enviado para as categorias até amanhã antes da assembleia, respondendo à proposta. Dependendo desse documento, os docentes pediriam a alteração da pauta de sua assembleia para que pudéssemos avaliá-lo.
Foi solicitado que fossem incluídos no documento os outros pontos já acordados: concurso público, que o sindicato exigiu que a resposta do Governo estabelecesse prazo para o certame e autorizasse a reitoria a fazer o edital, assim que a paralisação se encerrar. Pedimos que fosse contemplado o cronograma das obras em Natal, Mossoró e Caicó. Por fim, o Dep. Mineiro, sugeriu que o Governo suspenda o processo judicial movido contra os sindicatos.  
DIRETORIA DA ADUERN
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Só faltou a ADUERN pedir desculpas e promover uma 'cotinha' para o governo e mesmo assim, deixando para MAIO de 2017 não ocorreu um COMPROMISSO dos representantes do governo.
Na verdade, apostam que o desembargador declarará a ilegalidade da greve. É isso.
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Hoje pela manhã ocorreram reuniões separadas da ADUERN e SINTAUERN.
Os técnicos administrativos resolveram aceitar a proposta do auxílio que excluiu os técnicos aposentados e resolveram retornar amanhã ao trabalho.
Leia matéria do Jornal de Fato:
Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira, 20, na sede da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Aduern), os professores da instituição decidiram permanecer com a greve, deflagrada no último dia 25 de maio e vão esperar a decisão do Desembargador Cornélio Alves nesta quarta-feira, 21, sobre o pedido de ilegalidade da greve por parte do Governo do Estado.
Também nesta manhã os técnicos administrativos se reuniram no auditório da Faculdade de Medicina e decidiram aceitar a proposta do governo e retornam as atividades nesta quarta.
O Governo se dispôs a conceder duas verbas indenizatórias: o auxílio-material pedagógico, para os professores, e o auxílio-transporte, para os técnicos-administrativos, ambos no valor nominal correspondente ao percentual de 12,035% do vencimento básico de cada servidor vigente nesta data. O benefício será concedido até que seja possível realizar o reajuste remuneratório.
Na lista de propostas, o Governo afirma também que vai autorizar a realização de concurso público para reposição de vagas decorrentes de aposentadoria e falecimento e que dará prosseguimento às obras da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais (FANAT), campus central, do campus avançado de Caicó, e à liberação das contrapartidas dos convênios referentes às obras em andamento.
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A ADUERN manteve a coerência e não aceitou a exclusão dos aposentados. Agora é esperar a decisão do desembargador Cornélio Alves.
O governo obterá uma "Vitória de Pirro" e entrará para a história como o único que não conseguiu pactuar um acordo com os docentes da UERN. Não é pouca coisa.
Parabéns Rob II.
De uma condição de apoio maciço obtida na última eleição para uma antipatia generalizada e que terá repercussão mais adiante. Não contará com a amnésia, nem com a desmobilização.
A ADUERN não capitulará.

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