segunda-feira, 23 de abril de 2012

Cachoeira e seu grupo acumularam R$ 30 mi em bens

Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, um dos alvos da CPMI criada pelo Congresso, cuja instalação está prevista para a próxima quarta-feira, 25, acumulou em parceria com seus comparsas um patrimônio de aproximadamente R$ 30 milhões com a organização criminosa que comandava. Isso é o que diz relatório produzido pela Receita Federal durante as investigações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal (PF).

Segundo a Receita, os valores são incompatíveis com a renda dos integrantes do grupo acusado pela PF de explorar jogos de azar e contratos públicos em conjunto com a Delta Construções. O documento apresentada a quebra de sigilo bancário, incluindo a análise das contas bancárias e das declarações de imposto de renda.

Foram identificadas movimentações atípicas e ações fiscais anteriores às investigações da polícia. De acordo com a Receita, Cachoeira deixava todos os seus bens em nome da ex-mulher Andréia Aprigio de Sousa ou do ex-cunhado Adriano Aprigio.

Andréia declarou patrimônio de aproximadamente R$ 10 milhões. Entre os bens há uma casa em Miami (Estados Unidos), uma fazenda, um avião, salas comerciais e imóveis em Goiânia e no Rio. A ex-esposa do bicheiro tem registro de assalariada no laboratório Vitapan, empresa de Cachoeira, segundo a PF. O salário dela, em 2010, era de R$ 12 mil.

Um dos investimentos preferidos de Carlos Augusto Ramos era a compra de casas na Flórida. Grampos telefônicos mostram o contraventor negociando a aquisição, em dólares e em euros, de imóveis em Miami.

No relatório, a Receita Federal revela que Cachoeira declarava ser dirigente, presidente e diretor de uma empresa industrial. Seus rendimentos variavam de R$ 60 mil a R$ 70 mil e o seu patrimônio beirava os R$ 4,5 milhões. Ele ainda informou ter R$ 1,2 milhão em espécie trancafiado no cofre de sua residência.

O ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, advogado de Cachoeira, não quis se pronunciar sobre o relatório. “Não estamos falando sobre questões pontuais. A investigação é sigilosa, as menções são descontextualizadas e não tivemos acesso à integralidade dos autos”, afirmou.

Com informações de O Estado de S. Paulo

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