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Indicado pelo PMDB, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) será o
presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPIM) do
Cachoeira. O PMDB é a legenda que tem a maior bancada e tem prerrogativa
na escolha do presidente. Rêgo ainda aguarda a indicação que será feita
pelo PT na Câmara de um nome para a relatoria da comissão para então
definir o plano de trabalho. O convite foi feito oficialmente na tarde
de quinta-feira, 19, por Renan Calheiros (PMDB-AL).
Na quinta, o senador Demóstenes Torres (sem partido) reconheceu que o Congresso tem razão em instalar a CPMI,
que investigará a sua ligação e a de outros parlamentares e agentes
públicos com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
“Eu respeito o Congresso”, afirmou o senador, ao chegar ao Senado. Ele
reiterou que fará sua defesa no Conselho de Ética, “no momento
oportuno”.
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), defendeu nesta
sexta-feira, 20, que a CPI comece seus os trabalhos com a aprovação de
requerimentos com a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico de
todas as pessoas que tiveram contato com o contraventor Carlos Augusto
Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
“Eu começaria a CPI quebrando o sigilo, bancário e fiscal e
telefônica de todos aqueles que tiveram qualquer tipo de contato com
Cachoeira”, disse Maia. “Mas quem vai tomar essa decisão é relator”,
completou. Ele classificou ainda como “imaginação de alguns” a suposta
interferência do governo na CPI.
O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), disse que definirá o nome
do relator da CPI na próxima terça-feira, 24. Existe uma disputa entre
grupos do PT para ocupar a relatoria da CPI. De um lado, com o apoio do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está o ex-líder Cândido
Vaccarezza (PT-SP). De outro, respaldado pela ministra das relações
Institucionais, Ideli Salvati, e Tatto, estão Paulo Teixeira (SP) e
Odair Cunha (MG).
| Fotomontagem de Antônio Lucena (Reprodução do Blog do Noblat) |
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