quinta-feira, 19 de abril de 2012

JUDASGATE:Investigação do TJ leva a mais um laranja; desvios somam R$ 14 milhões

A sindicância interna do Tribunal de Justiça que apura os desvios detectados na Divisão do Setor de Precatórios atualizou os valores do rombo ao erário: já são quase R$ 14 milhões.

Além disso, a comissão identificou o que pode ser um novo coadjuvante que se soma aos laranjas até aqui identificados: Carlos Alberto Fasarano, Carlos Eduardo Palhares e Cláudia Sueli. A confirmação depende apenas do envio de documentos do Banco do Brasil à comissão, que é presidida pelo desembargador Caio Alencar.

A primeira divulgação dos valores, referente ao apurado em até 26 de março, dava conta de desvios na ordem de R$ 11 milhões. Quase um mês depois, mais três milhões de reais foram identificados no rastro da conduta operacionalizada, conforme as investigações, por Carla Ubarana.

do nominuto

as conexões e possibilidades são amplas e profundas...

leiam com atenção o trecho a seguir extraído da coluna de Roberto Guedes:

Testemunhas
Foi na condição de testemunhas que os senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB), ministro da Previdência, e José Agripino Maia, presidente nacional do Dem, e o agropecuarista e ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, marido e principal conselheiro político da governadora Rosalba Ciarlini, entraram esta semana no escândalo conhecido como "Sinal Fechado", título da operação policial que desbaratou uma quadrilha que espoliava o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e parece ter conexões togadas com autores do roubo de milhões de reais da conta de precatórios do Tribunal de Justiça potiguar. Os advogados Eduardo Nobre e Fabiano Falcão, defensores do advogado George Olímpio Nascimento, até esta semana apontado como organizador do braço norte-rio-grandense da quadrilha, que tem integrantes em outras partes do país, os relacionaram como testemunhas do acusado.
 
Roberto Guedes sugere uma relação entre o esquema dos precatórios e a operação sinal fechado no Detran-RN. Pode-se imaginar???
 
leiam mais um trecho da coluna: 


Transparência
O juiz Raimundo Carlyle de Oliveira, titular da quarta vara criminal de Natal, tem sido elogiado pela transparência que impôs à ação em que a serventuária da justiça Ana Lígia Cunha foi acusada de tentar vender decisão judicial enquanto assessora do desembargador Rafael Godeiro Sobrinho, que foi afastado do Tribunal de Justiça potiguar, na última terça-feira, 17, anteontem, pelo Superior Tribunal de Justiça, em função da suspeita de participar da quadrilha dos precatórios da corte local.
 
entramos em terreno pantanoso...venda de sentença? desvio de precatórios? ramificações com a corrupçao no Detran-RN?
 
tem mais... 
 
Lerdeza
O Banco do Brasil deverá ser convocado estes dias a mostrar à comissão de sindicância que investiga o escândalo dos precatórios do Tribunal de Justiça porque somente em 17 de janeiro de 2.011 efetuou o depósito de 79,5 mil reais na conta bancária do "laranja" Carlos Alberto Fasanaro Júnior determinado em 2 de dezembro de 2.009, através de ofício, pelo desembargador Rafael Godeiro Sobrinho, então presidente da corte potiguar. Seu depoimento ajudará a comissão de sindicância a entender a divergência entre as datas e conferir a correção da instituição ou seu envolvimento direto com os integrantes da quadrilha que desviou vários milhões de reais da conta de precatórios que o Tribunal de Justiça mantinha na casa bancária. Ou comprovar que o ofício de Godeiro, estranhamente desprovido de número sequencial do protocolo da presidência da corte, foi improvisado já em 2.011.
 
Demorou demais
Surgiu há poucos dias nos meios forenses de Natal uma explicação pelo menos plausível para o disse-me-disse que na semana passada preencheu notícias de jornais da capital sobre a decisão que o advogado e empresário George Olímpio teria adotado de celebrar acordo de delação premiada com as autoridades que investigam a traquinagem conhecida como "Operação Sinal Fechado". Ele e seus advogados teriam atingido o objetivo de apenas mostrar a alguém que podem, sim, adotar este recurso, sem fechar ainda o firo. Outros asseguram que Olímpio procurou negociar a delação premiada e se perdeu porque exigiu muito. Enquanto ele postergava, os promotores chegaram ao empresário Alcides Fernandes, que prestou depoimento longuíssimo e riquíssimo no último dia 3. Por isto, George teria procurado mostrar a pessoas de seu relacionamento que não entregou ninguém. Esta intenção ficou ainda mais evidente quando ele passou a descer o malho no ministério público.

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