Por Fernando Dias
Um novo debate ecológico está tomando curso no Nordeste brasileiro, e não é sobre nenhuma hidrelétrica e nem usina nuclear, é o excesso de jumentos na região. De acordo com os dados mais recentes do IBGE, existem no Nordeste cerca de 1,5 milhões de cabeças de asininos e muares, aproximadamente 67% do rebanho nacional. Esta participação é estável desde o início da série, em 1974, e desde então o rebanho decresceu cerca de 1 milhão de cabeças.
Um novo debate ecológico está tomando curso no Nordeste brasileiro, e não é sobre nenhuma hidrelétrica e nem usina nuclear, é o excesso de jumentos na região. De acordo com os dados mais recentes do IBGE, existem no Nordeste cerca de 1,5 milhões de cabeças de asininos e muares, aproximadamente 67% do rebanho nacional. Esta participação é estável desde o início da série, em 1974, e desde então o rebanho decresceu cerca de 1 milhão de cabeças.
Originalmente destinados ao transporte de mercadorias, estes animais perderam em grande parte sua finalidade econômica com o advento de novas tecnologias, e hoje seu uso é bastante restrito mesmo em áreas agrícolas de subsistência. Grande parte do rebanho Nordestino encontra-se nos estados do Piauí, Maranhão e Ceará, e nestes os animais vem se tornando um problema para as autoridades, pois à medida que são abandonados se tornam um risco para os motoristas. Isto ocorre por causa do clima na região que torna as rodovias convidativas para os animais dormirem e, por conta disso, apenas no Ceará foram registrados mais de 200 acidentes nos últimos dois anos envolvendo animais, muitos com vítimas fatais.
A solução mais simples seria dar nova função econômica a estes rebanhos, mas isto vem se tornando um problema por conta entre outros elementos, do papel dos defensores dos animais. A primeira alternativa proposta foi torná-lo animal de abate, com o financiamento de matadouros e divulgação do produto fora do país, em praças onde este tipo de carne tem mercado. A iniciativa foi severamente combatida por grupos locais que discordam do abate dos animais, e defendem que o Estado deve assumir a responsabilidade por eles, uma espécie de aposentadoria.
Sem obter êxito em viabilizar o abate, uma nova tentativa foi feita e um convênio com a China foi firmado prevendo a exportação de até 300 mil jumentos. O interesse chinês é, além da carne, vivisseção. A reação não poderia ser diferente, e o eco dos ambientalistas desta vez foi ouvido até na Câmara. Para os que não sabem, vivisseção é o ato de dissecar um animal vivo com o propósito de realizar estudos de natureza anatomo-fisiológica. Melhor destino teria o animal se fosse simplesmente para o abate.
Independente de discussões morais ou econômicas, o problema está posto diante de sociedade e alguma decisão precisa ser tomada. Sem utilidade econômica o destino de 1,5 milhões de animais será o de serem abandonados a própria sorte e, com isto afetar a sorte de quem anda pelas rodovias. Não permitir alternativas econômicas tem um alto custo social, e aceitar qualquer solução econômica tem alto custo moral. Ambientalistas e políticos precisam ceder para se chegar a um consenso, pois está sobrando jumento no Nordeste.
A solução mais simples seria dar nova função econômica a estes rebanhos, mas isto vem se tornando um problema por conta entre outros elementos, do papel dos defensores dos animais. A primeira alternativa proposta foi torná-lo animal de abate, com o financiamento de matadouros e divulgação do produto fora do país, em praças onde este tipo de carne tem mercado. A iniciativa foi severamente combatida por grupos locais que discordam do abate dos animais, e defendem que o Estado deve assumir a responsabilidade por eles, uma espécie de aposentadoria.
Sem obter êxito em viabilizar o abate, uma nova tentativa foi feita e um convênio com a China foi firmado prevendo a exportação de até 300 mil jumentos. O interesse chinês é, além da carne, vivisseção. A reação não poderia ser diferente, e o eco dos ambientalistas desta vez foi ouvido até na Câmara. Para os que não sabem, vivisseção é o ato de dissecar um animal vivo com o propósito de realizar estudos de natureza anatomo-fisiológica. Melhor destino teria o animal se fosse simplesmente para o abate.
Independente de discussões morais ou econômicas, o problema está posto diante de sociedade e alguma decisão precisa ser tomada. Sem utilidade econômica o destino de 1,5 milhões de animais será o de serem abandonados a própria sorte e, com isto afetar a sorte de quem anda pelas rodovias. Não permitir alternativas econômicas tem um alto custo social, e aceitar qualquer solução econômica tem alto custo moral. Ambientalistas e políticos precisam ceder para se chegar a um consenso, pois está sobrando jumento no Nordeste.

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