No cenário da agricultura brasileira é reconhecido o fenômeno da
expansão da fronteira agrícola em direção aos Cerrados do país. Essa
expansão ocorre sobretudo através da cultura de grãos, puxado
principalmente pela soja e pelo milho (mas também pela cana-de-açúcar).
No RN nós também temos uma espécie de fronteira agrícola, porém bem mais
restrita que a nacional e com um perfil de produção distinto. No nosso
caso a expansão das atividades agrícolas se dá basicamente com a
expansão da fruticultura irrigada.
Nesse cenário ganha destaque o município de Baraúna. Em 2010, por
exemplo, foi o município que registrou o maior valor da produção
agrícola do estado (lavouras permanentes + temporárias). A produção
agrícola de Baraúna em 2010 (último número disponível) foi de
aproximadamente R$ 132 milhões, equivalente a 17% da produção das
lavouras do RN.
Um dado que dá a dimensão dessa importância da Baraúna como fronteira
agrícola do estado é que em 1995 o município respondia por apenas 2% do
valor da produção de laveouras temporárias e permanentes no RN. Além
disso, entre 1995 e 2010, de cada R$ 4 milhões de reais de aumento da
produção agrícola potiguar R$ 1 milhão foi oriundo de baraúna.
Outro dado relevante sobre o município de Baraúna é que nesses dez anos
analisados pelo blog verificamos uma maior diversificação na produção
agrícola municipal. De uma agricultura voltada apenas para uma pequena
produção de melão em 1995 Baraúna evoluiu para um conjunto de atividades
mais diversificadas. Em 2010 os principais produtos agrícolas do
município eram: cebola (R$ 61,6 milhões), mamão (R$ 27 milhões), melão
(R$ 25,2 milhões), banana (R$ 9,3 milhões) e melancia (R$ 6,3 milhões).
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