O IBGE divulgou nacionalmente o Levantamento Sistemático da Produção
Agrícola (LSPA), pesquisa que divulga mensalmente a estimativa de safra
dos principais produtos agrícolas brasileiros.
Para o RN o Instituto comprova aquilo que já vinha sendo esperado por
todos: as perdas na agricultura de sequeiro irão girar em torno de 90%
da produção obtida em 2011.
Milho terá uma queda de 93%, sorgo 92%, feijão 88%, algodão herbáceo 86%
e arroz 38%. Essas são as principais culturas afetadas pelos efeitos da
forte seca que assola o estado no ano corrente.
Nacionalmente as perdas na lavoura de milho no RN serão as maiores do
país. Ceará e Pernambuco são os outros estados cujas perdas nessa
lavoura mais se aproximarão das nossas.
Outra informação interessante é que se fizermos um gráfico acompanhando a
produção de milho e feijão no RN, no período de 1990 a 20212, veremos
que a safra desse ano será a segunda menor da séria para os dois
produtos. Somente em 2003 o estado registrou uma safra de milho e feijão
inferior à safra atual.
É importante, por fim, considerar que esses números do IBGE ainda são
provisórios, somente no início do próximo ano é que o órgão terá um
número definitivo. Até lá ela fará uma revisão mensal desses valores.
Acredito que a seca ainda ´poderá trazer impactos para a mandioca e para
a castanha. Todavia, considerando que ainda estamos em período de
chuvas no litoral leste e parte do agreste (e que esse período chuvoso
pode se estender até agosto) e que essa região é produtora
principalmente de cana e mandioca, os números dessas culturas ainda
poderá sofrer alterações.
Quanto à castanha, a safra lá da região oeste e médio oeste tem início
no segundo semestre (a floração dos cajuais ainda nem começou) ainda
sendo, portanto, muito cedo para se estimar o impacto da seca em sua
produção. Além disso, parte da produção de caju no estado acontece na
área leste do estado (com produção mais tardia do que aquela registrada
na porção oeste do RN) e que também pode ser afetada pelas chuvas desse
período.
Portanto, somente em meados do segundo semestre é que teremos números
mais aproximados para a cana-de-açúcar, a mandioca e a castanha. Mesmo
as lavouras tradicionais (feijão, milho, algodão, arroz e sorgo) podem
sofrer pequenos ajustes ao longo do ano.
Postado por
Aldemir Freire
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