domingo, 8 de julho de 2012

PRODUÇÃO E DESTRUIÇÃO DO CONHECIMENTO ECONÔMICO

Por Gustavo Maia Gomes

Há mais do que pedantismo envolvido na utilização desnecessária de técnicas (a matemática sendo somente uma delas) que apenas os iniciados numa determinada disciplina dominam. Talvez a melhor maneira de marcar o argumento seja por meio de um exemplo concreto, reconhecidamente levado ao absurdo, para fixar melhor as ideias. Suponha que, no meio de um artigo técnico, eu fizesse a seguinte afirmação:

“Cento e vinte e nove é igual a trinta e um”                (a)

– “Mentira!”, você, leitor, diria, sem pestanejar.


Mas agora imagine que, ao invés de escrever a frase marcada com (a), acima, eu escrevesse a expressão (b), abaixo, acompanhada, nas cinco linhas seguintes, das definições dos símbolos usados:

5!+ D(x) + m(x) + ? = D(x)  + ?  + 4! +m(b)                  (b)

Onde:

a! =  Fatorial de a, sendo a = (5ou 4)

D(x) = desvio médio de x, sendo x =(1,2,3...9)

m(x) = média aritmética simples de x,sendo x = (1,2,3...9)

m(b) = média aritmética simples de b,sendo b = (1,2,3...7)

– “Puxa, esse cara sabe matemática. Vou pular essa parte”, seria, possivelmente, o seu comentário. E eu ganharia o dia. Bem, não irei lhe pedir isso, leitor, mas, se você fizesse as contas, iria descobrir que a afirmação (b) é exatamente igual à afirmação (a). Ou seja, o que eu estou dizendo com aquela fórmula matemática complicadíssima é que

“Centoe vinte e nove é igual a trinta e um”


(Trecho de "Um ensaio sobre a produção e destruição do conhecimento, com especial referência à economia". O texto completo, que tem 24 páginas, está em:

https://docs.google.com/document/d/1QoW5QQz4WSzGYmarJls56WiSJTNZmxq8H4H4lCOYcVs/edit

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