No
documento, todas as causas da crise foram identificadas. Os gestores não sabem
como fechar as contas da prefeitura e querem ajuda do governo federal.
O motivo
deste desequilíbrio econômico não é simplesmente a queda da receita, que é
muito expressiva, mas principalmente a imposição de novas despesas, revela o
estudo.
Motivos
da crise
As principais razões encontradas para o referido desequilíbrio são:
1. a
queda na receita de transferências da União em razão tanto da fraca atividade
econômica quanto da política de desoneração do Governo Federal;
2. o
enorme volume acumulado de restos a pagar da União devido a Municípios;
3. o
impacto financeiro de legislações nacionais como a Lei do Piso do Magistério;
4. os
constantes aumentos do Salário Mínimo muito acima da inflação e do crescimento
da receita;
5. a
omissão das demais esferas no financiamento da Saúde;
6. o
sub-financiamento dos programas federais nas áreas de Educação, Saúde e
Assistência Social.
O
Fundo de Participação dos Municípios (FPM) teve reduções significativas a
partir do segundo trimestre. Um impacto de R$ 6,9 bilhões. A revolta dos
prefeitos se dá porque o FPM foi reduzido após isenções fiscais concedidas pelo
governo federal do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), um dos
tributos formadores do FPM.
Essa
política teve um custo de R$ 1.458 bilhões para os cofres municipais em
diminuição de repasses do FPM e de R$ 155 milhões de redução do IPI-exportação,
distribuído aos Municípios.
Outros
problemas
Além do FPM, a Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) -combustíveis também apresentou redução de R$ 595 milhões. Porém, são os Restos a Pagar que pioram a situação do prefeito que não pode deixar contas para a nova gestão.
Além do FPM, a Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) -combustíveis também apresentou redução de R$ 595 milhões. Porém, são os Restos a Pagar que pioram a situação do prefeito que não pode deixar contas para a nova gestão.
O
estudo da CNM mostra o acúmulo de R$ 18,2 bilhões de Restos a Pagar devidos
pela União a Municípios. São obras iniciadas (45,2% dos casos) ou até mesmo
finalizadas e com recursos trancados na Caixa Econômica Federal. Esse é um dos
apelos feitos à ministra Ideli. O valor total do problema é de R$ 8,2 bilhões.
Possível
solução
Para tentar fechar as contas, os prefeitos aguardam o 1% do FPM, transferido aos Municípios no primeiro decêndio de dezembro. Para este ano, a CNM estima que o adicional chegue a R$ 2,9 bilhões, um acréscimo de 8% sobre o ano anterior.
Para tentar fechar as contas, os prefeitos aguardam o 1% do FPM, transferido aos Municípios no primeiro decêndio de dezembro. Para este ano, a CNM estima que o adicional chegue a R$ 2,9 bilhões, um acréscimo de 8% sobre o ano anterior.
No
entanto, todos os gestores ouvidos pela Agência CNM, durante a
mobilização esperam que o governo federal se sensibilize com os prefeitos para
ajudar o final de mandato de alguns e o início de outros.
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