sexta-feira, 5 de julho de 2013

mantega anuncia 'tesourada' no orçamento: Cortes de até R$ 15 bilhões

Cortes de até R$ 15 bilhões, envolvendo principalmente despesas de custeio, serão anunciados na próxima semana, conforme antecipou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil da TV Globo.

"Não haverá cortes em investimento nem nos serviços sociais do governo”, acrescentou o ministro na entrevista. Segundo ele, os cortes ocorrerão em viagens e passagens, material permanente, serviço de terceiros e aluguéis. Hoje, pela manhã, ao chegar ao Ministério da Fazenda, Mantega não quis falar aos jornalistas sobre o assunto.

De acordo com o ministro, o governo acompanhará o impacto dos cortes ao longo do ano. Se houver necessidade, novos cortes – mas não aumento de impostos - serão feitos. Mantega disse que “o importante é cumprir a meta de 2,3% [de superávit primário], e ela será obtida a qualquer custo".

A meta de superávit primário corresponde ao pagamento de juros da dívida pública, valor que compensa a perda de arrecadação com a redução de impostos ao longo do ano. O superávit primário é portanto a soma das receitas e despesas do governo, descontados os gastos com pagamento de juros.

Cortes são parte do esforço do governo para manter a estabilidade, diz líder

Os cortes em despesas de custeio da máquina pública  é uma estratégia consolidada do Plantalto, segundo o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM). Ele disse que o anúncio é parte do esforço do governo no controle de gastos, para manter a estabilidade econômica e o superávit primário, que é a soma das receitas e despesas do Executivo, descontados os gastos com pagamento de juros.

“A relação dívida-PIB [Produto Interno Bruto] está em um dos patamares mais baixos, em torno de 35%. O Brasil vem mantendo o superávit primário e as contas públicas em dia e isso é parte da estratégia que dura anos”, disse.

Para o líder, o cumprimento dessa reserva usada para o pagamento de juros da dívida pública do país tem sido a base da estratégia do governo. “Se [o país] não viesse cumprindo o superávit não teriamos alcançado a atual estabilidade econômica”, completou.

Os cortes podem chegar até R$ 15 bilhões, como anunciou o ministro Guido Mantega em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo. Mantega antecipou que a economia vai afetar apenas as contas de custeio e não vão restringir os investimentos e os serviços sociais do governo. Ele não detalhou os cortes.

O senador Eduardo Braga evitou analisar hipóteses. No início da semana, o partido de Braga (PMDB) divulgou uma nota recomendando a redução do número de ministérios como estratégia para reduzir gastos e dar mais austeridade aos gastos públicos.

Braga disse que a decisão é de competência da presidenta Dilma Rousseff que está analisando a redução de gastos. De acordo com o líder, apesar de ainda não ter um anúncio oficial sobre redução de cargos comissionados, os cortes podem afetar essas vagas.

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