Leiam com atenção a notícia a seguir, pois ela relembra de maneira inequívoca o que ocorria até bem pouco tempo e, infelizmente, continua ocorrendo:
“A alegação de falta de recursos, de leitos, e de UTI´s neonatais não socorre, e muito menos justifica a reticência dos hospitais que negaram atendimento a criança em estado crítico de saúde. Visível perfeitamente, portanto, a caracterização da responsabilidade civil objetiva do Estado no dano sofrido pela autora, mãe da criança falecida”, destacou o magistrado. O Juiz Federal chamou atenção ainda que os réus poderiam ter agido para garantir o procedimento atendimento ao tratamento intensivo do bebê. “Os entes estatais se conduziram em completo descompasso com o que lhes ordena a Constituição Federal e a Lei Orgânica, no que se refere à assistência integral da saúde de seus cidadãos”, destacou.
Para o Juiz Federal Orlan Donato restou patente a responsabilidade dos entes públicos. “Se a paciente necessitava de específico tratamento para a sua sobrevida e os réus que estavam obrigados a fornecê-lo não agiram diligentemente nesse sentido, por ser certo e evidente que assim não o fez, o dano sofrido pela autora com a morte da filha é evidente”, ressaltou.
O caso ocorreu em 2007. A criança nasceu no Hospital Maternidade Januário Cicco e precisou de incubadora, onde permaneceu por dez dias antes de receber alta. Dois dias após chegar em casa, a mãe conduziu a filha para um posto de saúde, já que o bebê permanecia com dificuldade de respirar. Em seguida, a criança, com o quadro extremamente grave, foi conduzida, em um táxi, para o Hospital Sandra Celeste. Segundo relato, a unidade hospitalar tentou contato com vários hospitais para buscar um leito de UTI para a criança, mas não houve disponibilidade. A criança ainda foi levada para o Hospital Walfredo Gurgel, onde faleceu, sem conseguir receber atendimento em um leito de UTI."
JF-RN
É um relato dramático e esclarece a sociedade e, mais que isso, DEMONSTRA que as mortes aconteciam antes, embora a amnésia seletiva tenha vitimado alguns, e, INFELIZMENTE, continuam ocorrendo.
Moral da história: quase NINGUÉM da classe política potiguar tem MORAL para erguer a voz crítica em relação ao caos que impera na saúde pública estadual. Quase todos deram "CONTRIBUIÇÕES" significativas para chegarmos ao estágio atual e estão salivando para voltarem a "cena dos crimes".
Talvez devessem se apresentar ao povo com menos empáfia, pedindo desculpas pelos graves erros cometidos e oferecendo "novidades" e alternativas viáveis de mudança.
Mais do mesmo significa mais "anjinhos".
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