sábado, 23 de novembro de 2013

nordeste: Bolsa Família promove 807 mil empregos na região

As transferências do Programa Bolsa Família (PBF) possibilitam a criação e manutenção de 807 mil empregos e ocupações ao ano no Nordeste, em média. Os números são referentes ao período de 2004 a 2012. Essa é uma das conclusões do estudo “Análise dos Impactos do Programa Bolsa Família no Desenvolvimento do Nordeste”, apresentado, no Centro Administrativo do Banco do Nordeste, em Fortaleza, no evento “Bolsa Família, Desenvolvimento Regional e Superação da Pobreza”, que integra ciclo de debates pelos 10 anos do programa do Governo Federal.

Outra conclusão do coordenador de Estudos e Pesquisas do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE), Francisco Diniz Bezerra, autor do trabalho, refere-se ao fato de que além de beneficiar a economia do Nordeste, os investimentos do PBF na região geram vazamentos. “Os impactos aparecem também na produção, na geração de emprego e renda e aumento da arrecadação tributária nas outras regiões do País”, explica o autor, considerando que o programa é a forma de oferecer oportunidade à cidadania de pessoas excluídas dos direitos de alimentação, fundamentalmente.

Segundo ele, os beneficiários do PBF tendem a consumir bens produzidos nacionalmente, ajudando a fortalecer o setor produtivo do País, estimulando o mercado interno e criando um “mercado consumidor de massas”. Destaca que quando se compra produtos com o dinheiro do Bolsa Família é ativada toda uma cadeia produtiva local.
Beneficiários respondem por 45% dos microcréditos
Organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), os debates contaram com a participação de representantes do MDS, academia, institutos de pesquisa, mídia e representantes dos governos locais.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Sustentável e Microfinança do BNB, Stélio Gama, beneficiários do Bolsa Família representam 45% e 65% do total de clientes dos programas de microcrédito urbano e rural do Banco do Nordeste, respectivamente Crediamigo e Agroamigo. Somando os dois programas, o número de microempreendedores que também são beneficiários do Bolsa Família ultrapassa 1,1 milhão de pessoas, sendo 700 mil clientes do Crediamigo e 473 mil do Agroamigo.

Vale salientar que o Crediamigo também foi o modelo para a implantação do Crescer Brasil, o programa de microcrédito do Governo Federal. Só em 2012, por exemplo, o Banco do Nordeste realizou 80% da quantidade de operações do Crescer e 69% dos valores contratados.
JORNAL DE FATO

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