As transferências do Programa
Bolsa Família (PBF) possibilitam a criação e manutenção de 807 mil empregos e
ocupações ao ano no Nordeste, em média. Os números são referentes ao período de
2004 a 2012. Essa é uma das conclusões do estudo “Análise dos Impactos do
Programa Bolsa Família no Desenvolvimento do Nordeste”, apresentado, no Centro
Administrativo do Banco do Nordeste, em Fortaleza, no evento “Bolsa Família,
Desenvolvimento Regional e Superação da Pobreza”, que integra ciclo de debates
pelos 10 anos do programa do Governo Federal.
Outra conclusão do coordenador de Estudos e Pesquisas do Escritório Técnico de
Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE), Francisco Diniz Bezerra, autor do
trabalho, refere-se ao fato de que além de beneficiar a economia do Nordeste,
os investimentos do PBF na região geram vazamentos. “Os impactos aparecem
também na produção, na geração de emprego e renda e aumento da arrecadação
tributária nas outras regiões do País”, explica o autor, considerando que o
programa é a forma de oferecer oportunidade à cidadania de pessoas excluídas
dos direitos de alimentação, fundamentalmente.
Segundo ele, os beneficiários do PBF tendem a consumir bens produzidos
nacionalmente, ajudando a fortalecer o setor produtivo do País, estimulando o
mercado interno e criando um “mercado consumidor de massas”. Destaca que quando
se compra produtos com o dinheiro do Bolsa Família é ativada toda uma cadeia
produtiva local.
Beneficiários respondem por
45% dos microcréditos
Organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), os debates contaram com a participação de representantes do MDS, academia, institutos de pesquisa, mídia e representantes dos governos locais.
Organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), os debates contaram com a participação de representantes do MDS, academia, institutos de pesquisa, mídia e representantes dos governos locais.
Segundo o diretor de Desenvolvimento Sustentável e Microfinança do BNB, Stélio
Gama, beneficiários do Bolsa Família representam 45% e 65% do total de clientes
dos programas de microcrédito urbano e rural do Banco do Nordeste,
respectivamente Crediamigo e Agroamigo. Somando os dois programas, o número de
microempreendedores que também são beneficiários do Bolsa Família ultrapassa
1,1 milhão de pessoas, sendo 700 mil clientes do Crediamigo e 473 mil do
Agroamigo.
Vale salientar que o Crediamigo também foi o modelo para a implantação do
Crescer Brasil, o programa de microcrédito do Governo Federal. Só em 2012, por
exemplo, o Banco do Nordeste realizou 80% da quantidade de operações do Crescer
e 69% dos valores contratados.
JORNAL DE FATO
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