segunda-feira, 18 de agosto de 2014

e por falar em independência política...

Quem, realmente, é completamente independente em política?

Felizmente, o eleitor politizado ainda é independente para tomar suas decisões. Talvez existam alguns políticos que demonstrem algum grau de independência, mas independência total nem um político tem.

E isso é típico do regime democrático, mas aqueles e aquelas que não entendem e, pior, nem querem entender, simplesmente, renegam o fundamento básico da democracia.

O cidadão para se candidatar ou tomar decisões para formação de alianças tem que se filiar a um partido. Quem se dispõe a ingressar num partido político sabe que existem decisões que podem contrariar o seu interesse ou de seu grupo.

Isso ocorre quando os partidos realizam suas convenções e o grupo majoritário estabelece sua agenda. Cabe ao grupo minoritário assimilar e encampar a posição vencedora ou esperar o momento adequado para buscar novos horizontes partidários.

É um fato inegável que o DEM potiguar tinha posições distintas em relação a eleição de 2014. Desde o início o Líder maior do partido demonstrou sua disposição em apoiar a candidatura de Henrique Alves, enquanto o grupo divergente apoiou a reeleição de Rosalba.

Também é de conhecimento público que Henrique buscou o apoio dos divergentes do DEM. Fez isso duas vezes aqui em Pau dos Ferros e também ressaltou esse interesse em diversas conversas com lideranças, inclusive, com os líderes de Riacho da Cruz, Portalegre, Pau dos Ferros e vários outros municípios.

Henrique foi taxativo em Pau dos Ferros: foi ELE quem pediu o apoio do DEM e avisou com eloquência que NÃO ADMITE que os seus correligionários questionem sua decisão de mover montanhas (o radicalismo) para obter o apoio de lideranças como Getúlio Rêgo.

Esses fatos são conhecidos e amplamente divulgados pela imprensa.

Bem, isso têm mexido com a imaginação de muitas lideranças do PMDB. Algumas, inclusive em Pau dos Ferros, já cogitam a "migração espontânea" para o apoio ao candidato Robinson Faria.

PORTALEGRE

A leitura que alguns 'analistas' fizeram do discurso veemente de Henrique é que o futuro será pouco alvissareiro para os acostumados a venderem o apoio em troca de alguma benesse (encaixam-se nesse grupo aqueles que têm rabos enormes e suplicam por uma palavra de apoio em, digamos, processos investigatórios).

Tem gente com calafrios aqui e alhures.

Esses 'fortes e independentes' que estão em tal situação não falam diretamente, mas usam seus arautos para espezinhar as lideranças que se subordinaram a decisão majoritária do partido ao qual estão filiados.

Acompanho o achincalhe que algumas figuras têm empreendido em desfavor de José Augusto (Portalegre) e ao deputado Getúlio Rêgo.

Já escrevi o que tinha a dizer sobre a decisão de Getúlio Rêgo e já adiantei que seria tarefa inócua imaginar que os adversários mais ferrenhos compreenderiam.

Para os inconformados, acaso Getúlio estivesse no palanque de Robinson, o discurso seria que o deputado estava se juntando ao PT e "traindo" Agripino. Sem chance de compreensão. Como disse: tarefa inócua.

JOSÉ AUGUSTO

Estenda-se a análise ao caso de José Augusto. Em primeiro lugar, tem-se que separar a posição pessoal com a sua condição dentro do partido ao qual é filiado.

Isso é importante por que se deve observar a subordinação hierárquica na estrutura partidária.

Reconheça-se que isso só tem importância para quem não vive mudando de rumo político conforme a posição do Sol.

Vamos em frente.

Claramente, o grupo político que José Augusto lidera em Portalegre se posicionou favoravelmente ao apoio a Robinson Faria, principalmente, para marcar posição em relação a política local.

José Augusto externou sua posição de respaldar a decisão dos seus seguidores partidários. Pois bem, chame-se novamente a questão para a hierarquia partidária. 

Eis que o deputado Getúlio Rêgo se convenceu de que a decisão mais acertada seria acompanhar a posição majoritária do partido e de José Agripino.

A partir de tal circunstância, desenvolveram-se novas tratativas com os grupos locais. Foi isso que ocorreu em Portalegre.

O cidadão José Augusto aceitou a decisão partidária a contra-gosto.

O líder partidário José Augusto não tinha alternativa e, por isso, seguiu a orientação hierárquica que foi majoritária no partido.

Os eleitores e simpatizantes do DEM estão obrigados a votarem em candidato A ou B? Nem os eleitores do DEM, nem de quaisquer outros partidos. 

Escolhem e votam, conforme suas consciências.

Os eleitores e simpatizantes do DEM devem se considerar traídos? Até podem por que cada um pensa o que quer.

Mas...

Aceitar como verdadeiros posicionamentos totalmente desprovidos de lógica... Aí embarca quem quer. 

Aliás, achincalhar José Augusto é tarefa cotidiana de alguns adversários mais radicais. Apontam o dedo com uma facilidade espantosa e até esquecem as sua próprias inconsistências doutrinárias (eheheheh).

O que dizer de um político que não vota em nenhum candidato do partido ao qual é filiado? Coerência? O que dizer de um candidato que vota apenas em um candidato da coligação ao qual seu partido pertence?

Não é possível explicar nada a essa galera "independente".

Voltemos ao nosso ponto e a lógica:

Getúlio não saiu do DEM.

O DEM apoia Henrique.

Logo, Getúlio apoia Henrique.

José Augusto não saiu do DEM.

José Augusto segue Getúlio desde que ingressou na política.

O DEM apoia Henrique.

Logo, José Augusto apoia Henrique.

Esse breve exercício de lógica se refere a dois políticos que respeitam a hierarquia partidária e que se mantêm no mesmo palanque desde que ingressaram na política partidária.

Foi essa credencial que fez Henrique lutar para conquistar o apoio do grupo de Getúlio Rêgo e é essa credibilidade que o deputado e José Augusto demonstraram ao longo de suas jornadas que mais causa temor naqueles que vão e vem como flores de girassóis seguindo o movimento solar.

Prometo voltar ao assunto.

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