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Por Clara Cavalcanti
A Diaconia inicia, esta semana, a construção de 15 cisternas calçadão em Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte. A tecnologia social de convivência com o Semiárido - que permite a captação e o armazenamento de água da chuva para a produção - beneficiará famílias agricultoras nas comunidades de Conceição, Capa, Morada Nova, Raiz, Poço Cumprido e Perímetro Irrigado. A previsão, segundo o coordenador local da Diaconia, Leonardo Freitas, é que os equipamentos sejam entregues já no final de setembro.
A cisterna calçadão é formada por um calçadão de cimento de 200 m², construído sobre o solo. Ao cair no calçadão, a água da chuva é escoada para a cisterna, construída na parte mais baixa do terreno e próxima à área de produção. “Apenas 300 mm de chuva são suficientes para encher a cisterna, que tem capacidade para 52 mil litros”, observa Freitas, acrescentando que a água captada é utilizada tanto para irrigar a plantação, quanto para o consumo animal. “Já o calçadão também é aproveitado para a secagem de grãos, como feijão e milho”, completa.
Além de Pau dos Ferros, outros seis municípios do Oeste Potiguar também serão contemplados, ainda este ano, com as cisternas do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), executado pela Diaconia em parceria com a Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas) do Rio Grande do Norte. “Ao todo, construiremos mais 225 unidades em Martins, Doutor Severiano, São Miguel, Venha Ver, Marcelino Viera e Luiz Gomes”, informa Freitas.
Com a tecnologia instalada, a Diaconia acredita que as famílias agricultoras terão melhores condições para enfrentar as condições adversas do Semiárido, especialmente nos períodos de seca prolongada. É assim para dona Ozelita de Amorim, beneficiária do P1+2 em Martins. Quando cai a primeira chuva, ela e a família já começam a preparar a terra do Sítio Poção para plantar frutas, verduras e hortaliças, que são comercializadas na comunidade, além de restaurantes e hotéis da cidade. “Todo dia a gente faz entrega. É colhendo e plantando para dar conta das encomendas”, conta animada a agricultora.
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