quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

segurança pública: secretaria passou 11 meses 'enxugando gelo'... Deve ser mais um exemplo de "quebra de paradigma"(?)

Criação de grupos de intervenção rápida, fiscalização constante, revistas mais rigorosas, bloqueio de celulares. Em curto prazo, segundo a Secretaria de Justiça e da Cidadania do Rio Grande do Norte, estas são algumas das medidas a serem implantadas como forma de minimizar a crise que abala o sistema carcerário potiguar. Em entrevista ao G1, o secretário Cristiano Feitosa disse que “não dá mais para enxugar gelo” e que “o Estado vai retomar as rédeas das unidades prisionais”.

O Rio Grande do Norte possui aproximadamente 8 mil presos sob custódia. Mas, como não há vagas suficientes nos presídios, todas as 32 unidades que pertencem ao estado estão praticamente superlotadas. Destas, 12 foram interditadas parcialmente e não podem receber detentos sem autorização judicial. Segundo o secretário, somente com a abertura de 3.500 novas vagas é que seria possível aliviar o sistema penitenciário.

“Estamos fazendo um censo dentro da secretaria. O objetivo é saber quantos são e onde estão os nossos agentes penitenciários. Como o momento é de crise, e as dificuldades financeiras não nos permite a abertura de concurso público, vamos melhor aproveitar o pessoal que temos à disposição. Vamos fazer remanejamentos. O GOE, por exemplo, vai ganhar mais cinco agentes”, pontuou.
O Estado vai retomar as rédeas das unidades prisionais"
Cristiano Feitosa,
secretário de Justiça e Cidadania
Além de fortalecer os já existentes, a Sejuc quer criar novos grupos. Dois deles, pelo menos, devem ser implantados na Penitenciária de Alcaçuz, que é a maior unidade prisional do estado, e na Penitenciária de Parnamirim. “Serão grupos de intervenção rápida, para quando for preciso agir logo antes que a situação saia do controle. Não sendo possível a contenção, aí é que o GOE será chamado para agir”, exemplificou o secretário.

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