Criação de grupos de intervenção rápida, fiscalização constante, revistas mais rigorosas, bloqueio de celulares. Em curto prazo, segundo a Secretaria de Justiça e da Cidadania do Rio Grande do Norte, estas são algumas das medidas a serem implantadas como forma de minimizar a crise que abala o sistema carcerário potiguar. Em entrevista ao G1, o secretário Cristiano Feitosa disse que “não dá mais para enxugar gelo” e que “o Estado vai retomar as rédeas das unidades prisionais”.
O Rio Grande do Norte possui aproximadamente 8 mil presos sob custódia. Mas, como não há vagas suficientes nos presídios, todas as 32 unidades que pertencem ao estado estão praticamente superlotadas. Destas, 12 foram interditadas parcialmente e não podem receber detentos sem autorização judicial. Segundo o secretário, somente com a abertura de 3.500 novas vagas é que seria possível aliviar o sistema penitenciário.
“Estamos fazendo um censo dentro da secretaria. O objetivo é saber quantos são e onde estão os nossos agentes penitenciários. Como o momento é de crise, e as dificuldades financeiras não nos permite a abertura de concurso público, vamos melhor aproveitar o pessoal que temos à disposição. Vamos fazer remanejamentos. O GOE, por exemplo, vai ganhar mais cinco agentes”, pontuou.
Além de fortalecer os já existentes, a Sejuc quer criar novos grupos. Dois deles, pelo menos, devem ser implantados na Penitenciária de Alcaçuz, que é a maior unidade prisional do estado, e na Penitenciária de Parnamirim. “Serão grupos de intervenção rápida, para quando for preciso agir logo antes que a situação saia do controle. Não sendo possível a contenção, aí é que o GOE será chamado para agir”, exemplificou o secretário.
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