Por Fernando Dias
Com a chegada das eleições municipais deste ano, muito se fala no
capital político representado pelo Programa Bolsa Família. Este capital
já se mostrou representativo nas eleições majoritárias para os governos
dos estados e, particularmente, para a presidência, mas em termos de
eleições municipais o mesmo parece pouco representativo.
Não que o Programa não tenha relevância política para a municipalidade,
muito pelo contrário. Como pode ser visualizado pela imagem abaixo em
toda Região Norte e Nordeste o percentual de eleitores potenciais que
fazem parte do programa é enorme. Em alguns municípios mais de 40% dos
residentes com mais de 16 anos e com rendimento fazem parte do programa,
a intensidade destas ocorrências segue o mapa de pobreza Nacional.

No entanto, não há uma predominância de partidos considerados de
esquerda ou de direita, e nem mesmo o partido do governo é hegemônico
nestes municípios. Ao que tudo indica todos abraçaram o discurso
assistencial, e em função disto não há muitos dividendos políticos a
serem coletados, pois todos são a favor e todos têm o mesmo discurso. Ao
que tudo indica serão outros os determinantes do pleito que está para
vir.
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