sábado, 5 de abril de 2014

Apodi: foi inaugurada a Cooperativa Central da Agricultura Familiar do RN

A cadeia produtiva da castanha de caju ganhou um estímulo no Rio Grande do Norte para fortalecer o trabalho de 968 agricultores familiares. A Fundação Banco do Brasil inaugurou a Cooperativa Central da Agricultura Familiar do RN (Cooafarn), localizada na cidade de Apodi, a 335 quilômetros de Natal.

 A Cooperativa Central terá o papel de apoiar a gestão das nove cooperativas de produtores integrantes do projeto, além de beneficiar a amêndoa com cobertura de caramelo ou chocolate, embalar o produto e buscar melhores condições de comercialização.

De acordo com a Fundação Banco do Brasil, com a reunião da produção em uma central, será possível reduzir os custos na distribuição e logística e ganhar poder de negociação com a venda de grandes quantidades.

A ação objetiva apoiar agricultores familiares na formação de empreendimentos solidários e sustentáveis voltados para a atuação ao longo de toda a cadeia produtiva da cajucultura. A iniciativa recebeu investimento social da Fundação BB de R$ 6,8 milhões e abrange comunidades rurais em dez cidades do estado. 

A lista de municípios beneficiados inclui Portalegre, Severiano Melo, Apodi, Caraúbas, Campo Grande e Assu, na região oeste do Rio Grande do Norte; Macaíba, Pureza, Touros e Vera Cruz, na região do Mato Grande, parte leste do estado. Ao todo, cerca de 3 mil pessoas são beneficiadas com inclusão socioprodutiva. 

Consultoria


A Fundação BB  tem contribuído também com consultoria para o desenvolvimento gerencial das cooperativas de produção, a implantação de 10 mini fábricas junto às cooperativas para beneficiamento da castanha de caju, a assistência técnica na plantação e colheita da fruta e a inclusão digital dos participantes, com a instalação de quatro estações digitais - salas com computadores e acesso à internet.

As mini fábricas e as cooperativas têm uma capacidade de produção de 25 mil a 27 mil quilos de amêndoa por mês. No entanto, com a seca dos últimos três anos no Nordeste o volume tem chegado no máximo a 5 mil quilos. Apesar das condições climáticas difíceis, os participantes conseguiram garantir a sobrevivência. 

Segundo a diretora financeira da Cooafarn, Fátima de Lima Torres, o trabalho conjunto das cooperativas, agora reunidas na Cooperativa Central, permitiu buscar a castanha das famílias que conseguiram colher o caju e gerar trabalho de beneficiamento nas fábricas onde não houve colheita devido à estiagem. “Se não tivesse a fábrica essas comunidades não teriam renda”, afirma.

Uma forma de aumentar a produção é a melhoria na qualidade técnica dos pés de caju. Com esse objetivo, a Fundação BB  apoiou o trabalho de assessoria técnica aos agricultores, que iniciaram, há dois anos, o enxerto de mudas de cajueiro anão precoce nas árvores já existentes. 

Com o enxerto, os cajueiros vão gerar frutos com castanhas mais uniformes e mais difíceis de quebrar. A meta é conquistar qualidade na amêndoa no padrão exigido pelo mercado internacional e, assim, iniciar a exportação do produto.


TN


Os esforços são merecedores de elogios, mas a realidade é que as inúmeras ações empreendidas, nas diversas modalidades de fomento a agricultura familiar no RN, até o momento, apresentaram resultados pífios.

Os inúmeros 'empreendimentos' só conseguem sobreviver enquanto recebem recursos a fundo perdido. Ao serem 'desmamados' dos recursos regridem e voltam a estaca zero (agricultura de subsistência).

Mas...

Existem alguns indivíduos, nos diversos municípios, que têm conseguido sobreviver a partir dos inúmeros fracassos econômicos associados aos projetos: uma verdadeira 'casta' de lideranças 'comunitárias' e pseudo-políticos que, sempre, estão a frente das iniciativas.

Na verdade, constituem-se em verdadeiros parasitas, facilmente identificáveis, mas que muitos insistem em não enxergar o que, de fato, são.

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