sábado, 5 de abril de 2014

Evidências sobre a educação em alguns municípios do alto oeste potiguar: do pccs aos coxinhas

“Passeando” pelos blogs da região encontrei a notícia (blog de Edielson) sobre a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Salários da Educação de Pau dos Ferros. Realmente uma notícia auspiciosa e digna de reconhecimento.
O prefeito pau-ferrense tem se notabilizado por apostar alto na educação e com o PCCS reformulado promoveu, sem margens para dúvidas, o principal avanço na valorização dos profissionais da educação da Rede Municipal.
Infelizmente, a prioridade dada pelo gestor pau-ferrense é exceção. A regra por “estas bandas” é deixar a educação como segundo plano ou, muito pior, em plano nenhum.
A área educacional é tão negligenciada que muitos gestores municipais sequer dão autonomia aos secretários de educação, embora a lei determine a existência de um fundo específico que deve ser gerido pelo titular da pasta.
A ‘visão’ que impera é a de que os cofres públicos não suportam o pagamento dos DIREITOS dos servidores, em especial, o Piso Salarial. A verdade é que os cofres públicos suportam TUDO: inúmeros contratados temporariamente, cargos comissionados a rodo, pagamentos de gratificações aos apadrinhados, etc. mas não suportam pagar o justo aos servidores.
Atualmente, o maior contraponto a atitude do prefeito pau-ferrense é o que vem ocorrendo em Portalegre.
Os servidores da educação estão em greve desde o início do ano letivo e em nenhum momento a gestão municipal ofereceu qualquer proposta aos grevistas.
Afinal, o que querem os servidores? A atualização do PCCS? Mais vantagens? Nada disso. Pedem ‘apenas’ que seja reconhecida a hora-atividade (destinar um terço da carga horária para atividades extraclasse) e a equipe do SINTE local já demonstrou que bastam os professores ‘afastados’ retornarem para a sala de aula que é possível atender a reivindicação.
Não pensem que os professores portalegrenses são intransigentes e que não deveriam ter deflagrado uma greve ‘apenas’ por causa da hora-atividade. Na verdade, a hora-atividade foi apenas a gota d’água que faltava, pois os professores portalegrenses estão desde 2012 sem receber o Piso Salarial que lhes é devido.
Isso mesmo. Os professores portalegrenses tiveram uma paciência de Jó e continuaram trabalhando por todo esse tempo, mas sem despertar qualquer sentimento de reconhecimento por parte da gestão.
No momento, a assessoria jurídica da prefeitura ingressou com um pedido de liminar para acabar com a greve.
Numa análise ligeira, poder-se-ia concluir que não seria adequado fazer comparações entre Pau dos Ferros e Portalegre. Pode até ser, mas em Taboleiro Grande a prefeitura garantiu o pagamento do Piso Salarial aos professores sem maiores dificuldades.
Ao deflagrarem a greve os professores foram acusados de só pensarem em dinheiro, espalharam-se ‘boatos’ através de “coxinhas” que os grevistas seriam preguiçosos, além de tantos outros comentários desrespeitosos (a tentativa de tumultuar a greve partiu de alguns lambedores conhecidos de botas que se imiscuíram na história apenas para defender os interesses do dono das botas).

Coxinhas... e aí?

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